quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tradução: Victor Hugo - "Demain, dès l'aube, à l'heure où blanchit la campagne..."

Demain, dès l'aube, à l'heure où blanchit la campagne,
Je partirai. Vois-tu, je sais que tu m'attends.
J'irai par la forêt, j'irai par la montagne.
Je ne puis demeurer loin de toi plus longtemps.

Je marcherai les yeux fixés sur mes pensées,
Sans rien voir au dehors, sans entendre aucun bruit,
Seul, inconnu, le dos courbé, les mains croisées,
Triste, et le jour pour moi sera comme la nuit.

Je ne regarderai ni l'or du soir qui tombe,
Ni les voiles au loin descendant vers Harfleur,
Et quand j'arriverai, je mettrai sur ta tombe
Un bouquet de houx vert et de bruyère en fleur.


-x-

Sendo dia, amanhã, quando a plaga faz-se alva
Eu partirei. Bem vês, eu sei que tu me esperas.
Irei pela montanha, eu irei pela selva.
De ti, distante estar, mais tempo eu não pudera.

Eu irei, no pensar meu, os olhos fixados,
Sem nada ver além, sem som qualquer 'scutar,
Ignoto, curvo o dorso, só, braços cruzados,
E o dia, para mim, como a noite será.

Não terei olhos pr'áurea descida noturna
Nem às velas, ao longe, singrando à Harfleur,
E, então, quando chegar, porei sobre a t'a urna
Um buquê de azevinho bem verde, e urze em flor.





2 comentários:

M. Mabeuf disse...

poemas são intraduzíveis ao poeta; essa tradução foi radical, mudou o que estava pronto, mas ficou bonito.

M. Mabeuf disse...

poemas são intraduzíveis ao poeta; essa tradução foi radical, mudou o que estava pronto, mas ficou bonito.

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