sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

XII

S'um dia cair-me o cu,
Mata-me e lança-me ao mar.
Acaso hás de querer tu
Qu'eu exista sem cagar?

Amigo, se tal desdita
Um dia sobrevier-me,
Sem dó me esfaqueia a derme!
Faz'-me beber chá de fita!

Mas vê! Antes de jogares
Meu corpo inerte nos mares,
Minhas vísceras retira;

Faze buchada com elas,
Põe croutons, sal, beringelas,
E serve ao molho caipira.

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