Carlinhos, amigão, fizeste a única
Prestável poesia do Universo.
Um monte de imbecis sem manto ou túnica
Te cita sem saber-te nenhum verso.
Perdeste a auréola. És inda sim que todos
Maior. Tu és o deus da poesia.
Um pau no cu de toda a companhia
Dos péssimos poetas sem denodo.
Humildemente eu sigo-te, Virgílio
Moderno, deste Inferno da existência
Que só comporta Spleen, não Ideal.
Um mundo sem rigor, sem qualquer brilho
De gente burra e degenerescência
No qual não há senão Flores do Mal.
sábado, 3 de janeiro de 2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
XXXIII
Eu sinto que comi demais da conta.
Em breve, tal qual Júpiter troante,
Sonora, violenta e retumbante,
Virá a peidorreira de alta monta.
Amigos... ei-la aqui, que já desponta,
Das tripas vai seguindo sempre adiante,
Seguindo inexorável, incessante,
Para onde a anal bazuca minha aponta.
Oh não! Terribilíssima desdita!
Caguei-me inteiro! E não cessou o jorro
Fecal, que toma tudo e tudo inunda!
Correi pra longe, ó vós - coisa inaudita! -
Senão perecereis sem ter socorro
Sob esse rio que sai da minha bunda.
Em breve, tal qual Júpiter troante,
Sonora, violenta e retumbante,
Virá a peidorreira de alta monta.
Amigos... ei-la aqui, que já desponta,
Das tripas vai seguindo sempre adiante,
Seguindo inexorável, incessante,
Para onde a anal bazuca minha aponta.
Oh não! Terribilíssima desdita!
Caguei-me inteiro! E não cessou o jorro
Fecal, que toma tudo e tudo inunda!
Correi pra longe, ó vós - coisa inaudita! -
Senão perecereis sem ter socorro
Sob esse rio que sai da minha bunda.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
XXXII - Manifesto Coprofágico
Ó vinde, coleguinhas, comer bosta!
A bosta é saborosa e nutritiva.
Além do mais, comer cocô ativa
As articulações; e é bom pras costas.
A vós, amigos meus, a mesa posta.
Cardápio: minhas fezes com olivas.
Comei, brindai ao meu tolosso: 'Viva!'
Jamais aceito "não" como resposta.
Assim que do acepipe delicado,
Amigos meus, tiverdes-vos fartado,
Não levanteis: é hora do pospasto!
Cocô comido, cago-o outra vez,
Pra recomê-lo à calda de xerez
Num círculo infinito, belo, vasto.
∞
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
XXXI - Heautontimoroumenos 2.0
Se eu gosto de estragar-me todo dia,
Perdão, Deus; me fizestes Vós assim.
Do fumo eu gosto, de álcool, de anarquia,
Mas tempo há que não gosto mais de mim.
Eu sou ferida e faca, roda e membro.
A mim mesmo flagelo e firo e fodo.
Me pus eu desde quando já não lembro
A destruir-me aos poucos com denodo.
E tal qual Vós do barro me formastes,
O maior e mais pútrido dos trastes,
Também fiz-me uma cópia deformada;
No imo a engendrei, depois caguei-a,
Essa versão mais fétida e mais feia
De mim, o demiurgo da privada.
Perdão, Deus; me fizestes Vós assim.
Do fumo eu gosto, de álcool, de anarquia,
Mas tempo há que não gosto mais de mim.
Eu sou ferida e faca, roda e membro.
A mim mesmo flagelo e firo e fodo.
Me pus eu desde quando já não lembro
A destruir-me aos poucos com denodo.
E tal qual Vós do barro me formastes,
O maior e mais pútrido dos trastes,
Também fiz-me uma cópia deformada;
No imo a engendrei, depois caguei-a,
Essa versão mais fétida e mais feia
De mim, o demiurgo da privada.
domingo, 28 de outubro de 2012
XXX
Se o homem foi com barro concebido
Tal qual no-lo relatam as 'scrituras
Estou bastantemente convencido
Que o barro findará nossas agruras
Terrenas. Pois não muito há de durar
O saco do Grão-Ser onipotente
co' bando de zé-bosta aborrecente
Que a raça humana vemos se tornar.
E eis que dará aval ao Cramunhão
Pra que esta merda toda então inunde,
Cagando sobre toda a Criação.
Submerso no cocô de Satanás:
Assim termina o homem, cancer mundi.
"Do barro vieste, ao barro voltarás."
quarta-feira, 30 de maio de 2012
XXIX
molestam-me miríades marmóreas
(mamúteas moscas) monges mamelucos
- malévolos - mastigam m'ia memória
me melam merda - mosto - mijo - muco.
morféticos mastins mordem meu mastro
mortal martírio - místico monturo
marrom. Mercúrio-musa-mnemolastro
meleca mickeymáusica misturo.
mas, muitissimamente mallarmaico,
meu mundo, monastério-moscatel,
me mostra maculado meu mosaico.
Merencório macário. Morno mel
Masquei. Matei meu mim, morri mendaz.
Mil metros meço. Minto muito mais.
(mamúteas moscas) monges mamelucos
- malévolos - mastigam m'ia memória
me melam merda - mosto - mijo - muco.
morféticos mastins mordem meu mastro
mortal martírio - místico monturo
marrom. Mercúrio-musa-mnemolastro
meleca mickeymáusica misturo.
mas, muitissimamente mallarmaico,
meu mundo, monastério-moscatel,
me mostra maculado meu mosaico.
Merencório macário. Morno mel
Masquei. Matei meu mim, morri mendaz.
Mil metros meço. Minto muito mais.
sábado, 28 de abril de 2012
XXVIII
Piranha, vagabunda e ordinária!
Não vales o que cagas, ó rameira!
Espero que tu morras de malária,
Lepra-aids, diarreia ou de frieira!
Não negas a xereca nem a um bode
E a satanás os bagos tu afagas.
És lixo que qualquer mendigo fode!
Terás ebola, artrite e mal-de-chagas!
E quando tua carcaça podre e fria
- Qual já tua alma é - jazer na campa,
Irei ali cagar com muito gosto.
E tendo, então, cagado a pedraria
Do teu sepulcro eu hei de abrir a tampa
E te esporrar, mijar, cuspir o rosto.
Não vales o que cagas, ó rameira!
Espero que tu morras de malária,
Lepra-aids, diarreia ou de frieira!
Não negas a xereca nem a um bode
E a satanás os bagos tu afagas.
És lixo que qualquer mendigo fode!
Terás ebola, artrite e mal-de-chagas!
E quando tua carcaça podre e fria
- Qual já tua alma é - jazer na campa,
Irei ali cagar com muito gosto.
E tendo, então, cagado a pedraria
Do teu sepulcro eu hei de abrir a tampa
E te esporrar, mijar, cuspir o rosto.
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