Amor da minha vida! Ó vem! Me deixa
Cagar nesta tua boca qual orvalho
Molhada; e ver o teu olhar de ameixa
Tremer enquanto meto-te o caralho!
Amor, me deixa untar teu corpo todo
Co'aquilo que engendrei no duodeno;
Ah, deixa-me o teu corpo já moreno
Mais 'inda amorenar co'esse meu lodo.
Ah, quero te foder the whole night thru'
Assim tingida com fecal pigmento,
Sem nem notar da aurora o belo advento;
Te quero ver comendo a minha bosta,
Extática, com cara de quem gosta,
E então dormir sem nem limpar meu cu.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
XVI
Quando eu bebo p'ra caralho,
Eu me torno obus fecal;
Fica assim toda em frangalhos
Minha flora intestinal.
Mas me não sai nada duro,
Nada firme ou ortomorfo.
Sai-me pelo magno-furo
Qualquer coisa que nem gorfo.
Mal dá tempo que eu me sente
E já vem, incontinenti,
Um marrom fluido e não denso.
Sempre causo grandes danos,
Pois não cago stricto sensu,
Antes mijo pelo ânus.
Eu me torno obus fecal;
Fica assim toda em frangalhos
Minha flora intestinal.
Mas me não sai nada duro,
Nada firme ou ortomorfo.
Sai-me pelo magno-furo
Qualquer coisa que nem gorfo.
Mal dá tempo que eu me sente
E já vem, incontinenti,
Um marrom fluido e não denso.
Sempre causo grandes danos,
Pois não cago stricto sensu,
Antes mijo pelo ânus.
domingo, 28 de março de 2010
XV - Καλεπα τά καλα
Tem dias em que sinto-me tão mal,
Tão ruim, tão lixo, quase tendo um treco,
Que só melhora mesmo o meu astral
Se sento na privada e lá defeco.
Mas não é qualquer tipo de cagão:
Só vale aquele que é um exercício.
Pois, como bem diria-nos Platão,
É belo, muito belo o que é difícil.
Há que gemer, suar p'ra mais de hora!
Bem mais gratificante é a cagada
Se a louça só a custo a merda borra.
Por isso aqui eu sento e me contorço
Até que tanja o fundo da privada
Algum cocô nervoso e troppo grosso.
Tão ruim, tão lixo, quase tendo um treco,
Que só melhora mesmo o meu astral
Se sento na privada e lá defeco.
Mas não é qualquer tipo de cagão:
Só vale aquele que é um exercício.
Pois, como bem diria-nos Platão,
É belo, muito belo o que é difícil.
Há que gemer, suar p'ra mais de hora!
Bem mais gratificante é a cagada
Se a louça só a custo a merda borra.
Por isso aqui eu sento e me contorço
Até que tanja o fundo da privada
Algum cocô nervoso e troppo grosso.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
XIV
Tu me dizes que eu sou feio,
troglodita e beberrão;
que meu copo vive cheio,
que eu sou duro como o chão.
Sem embargo, minha amiga,
eu bem sei o que tu sentes:
não importa o que tu digas,
tu me queres loucamente.
Quando cagas à noitinha
refletindo sobre o mundo,
eu bem sei por quem suspiras.
Sei que tu, bem lá no fundo,
Sonhas ser um dia minha
E lamber a minha lira.
troglodita e beberrão;
que meu copo vive cheio,
que eu sou duro como o chão.
Sem embargo, minha amiga,
eu bem sei o que tu sentes:
não importa o que tu digas,
tu me queres loucamente.
Quando cagas à noitinha
refletindo sobre o mundo,
eu bem sei por quem suspiras.
Sei que tu, bem lá no fundo,
Sonhas ser um dia minha
E lamber a minha lira.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
XIII
Aproveitando o clima carnavalesco, fiz este soneto a pedido do André.
Dia desses, Carnaval,
cabreiríssimo da vida,
ao desfile, na avenida,
fui e lá mostrei meu pau.
Mas com'isso 'num bastô'
para o meu desenfastio,
Agachei no meio-fio,
agachei e fiz cocô.
E pr'à troça pôr um fim,
E acabar com meu spleen,
Fiz foi um'obra de arte.
Sim, leitor, pra terminá-la,
Empossei-me do estandarte
E empalei o Mestre-Sala.
Dia desses, Carnaval,
cabreiríssimo da vida,
ao desfile, na avenida,
fui e lá mostrei meu pau.
Mas com'isso 'num bastô'
para o meu desenfastio,
Agachei no meio-fio,
agachei e fiz cocô.
E pr'à troça pôr um fim,
E acabar com meu spleen,
Fiz foi um'obra de arte.
Sim, leitor, pra terminá-la,
Empossei-me do estandarte
E empalei o Mestre-Sala.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
XII
S'um dia cair-me o cu,
Mata-me e lança-me ao mar.
Acaso hás de querer tu
Qu'eu exista sem cagar?
Amigo, se tal desdita
Um dia sobrevier-me,
Sem dó me esfaqueia a derme!
Faz'-me beber chá de fita!
Mas vê! Antes de jogares
Meu corpo inerte nos mares,
Minhas vísceras retira;
Faze buchada com elas,
Põe croutons, sal, beringelas,
E serve ao molho caipira.
Mata-me e lança-me ao mar.
Acaso hás de querer tu
Qu'eu exista sem cagar?
Amigo, se tal desdita
Um dia sobrevier-me,
Sem dó me esfaqueia a derme!
Faz'-me beber chá de fita!
Mas vê! Antes de jogares
Meu corpo inerte nos mares,
Minhas vísceras retira;
Faze buchada com elas,
Põe croutons, sal, beringelas,
E serve ao molho caipira.
domingo, 20 de dezembro de 2009
XI
πάντα χωρει καί ουδέν μένει*
Heráclito
Que importa quanto faça cá o homem?
Como diria o de Cinoscefale**,
Sonho de sombra é! Que quer que fale,
Estude ou faça, morre; e os vermes comem.
A bela amada por quem tu te agitas
Um dia não será que uma carcaça.***
No mundo tudo morre, tudo passa;
É tudo inútil e vão! Omnia vanitas!
Até mesmo essa pizza de palmito
De cheiro bom, de aspecto tão bonito,
Será cocô fedido, amorfo e feio.
Agora já fizeste essa cagada.
Mas nada importa! Larga os teus anseios
E vê se pede logo outra rodada.
* - "Tudo se movimenta, nada permanece."
** - Píndaro. Sim, olhei no Wikipedia pra descobrir que ele veio desse tal lugar chamado Cinoscefale.
*** - Sim, roubei isso do Baudelaire. Aproveitei e fiz um galicismo sintático idiota pra combinar.
Heráclito
Que importa quanto faça cá o homem?
Como diria o de Cinoscefale**,
Sonho de sombra é! Que quer que fale,
Estude ou faça, morre; e os vermes comem.
Um dia não será que uma carcaça.***
No mundo tudo morre, tudo passa;
É tudo inútil e vão! Omnia vanitas!
Até mesmo essa pizza de palmito
De cheiro bom, de aspecto tão bonito,
Será cocô fedido, amorfo e feio.
Agora já fizeste essa cagada.
Mas nada importa! Larga os teus anseios
E vê se pede logo outra rodada.
* - "Tudo se movimenta, nada permanece."
** - Píndaro. Sim, olhei no Wikipedia pra descobrir que ele veio desse tal lugar chamado Cinoscefale.
*** - Sim, roubei isso do Baudelaire. Aproveitei e fiz um galicismo sintático idiota pra combinar.
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