"Eu odeio cagar fora de casa" -
Me intriga que se pense desta forma.
Quando sinto me arder o bucho em brasa,
Não tenho qualquer regra ou qualquer norma.
No mato, na casinha, no penico...
Cagódromo nenhum me desagrada.
E sinto-me tão bem! Me sinto rico!
Sou como um rei! O mundo é mi'a privada!
Ó vós que, pra cagar, fazeis cu doce;
Que não viveis sem Glaide ou papel Neve:
Quão chata e fria a vida ser vos deve!
Inverno! Noite! Céu em que o sol pôs-se!
Pois vós não conheceis o doce encanto
Que tem poder cagar em qualquer canto!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
XXII
A uma pessoa que eu detesto.
Quando o Maior e mais ilustre de Florença
Fez sua Commedia, pôs-lhe um rol bem detalhado
(Co' Engenho incrível e tremendo, co' Arte imensa),
Dos grãos suplícios com que o Céu pune o Pecado.
Mas se esqueceu o grande Dante de outro Giro
Que um Erro atroz com Dor punisse, e com trabalho.
O proceder nefando ao qual eu me refiro
É o dessa gente puxa-saco pra caralho.
Sim! Tu, vadia gorda escrota aduladora,
Que as bolas puxas a qualquer por benefício,
Pra tal suplício, tu irias sem demora!
Sim, lambe-cu inveterada! O teu ofício:
Mamar no ânus de Satã qual numa teta
Comendo a capirota merda sem careta!
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
XXI
Tem dia que eu cago mole,
Tem dia que eu cago duro
(Não é a gente que escolhe).
Tem dia que eu cago escuro,
Tem dia que eu cago claro.
Tem dia que é diferente
(Mas isto é bastante raro):
Não cago absolutamente.
Mas nada é melhor que quando,
Depois de cagar bonito,
Passo-me o papel e... nada!
Queda níveo, venerando,
Puro, sem qualquer detrito,
A despeito da cagada.
Tem dia que eu cago duro
(Não é a gente que escolhe).
Tem dia que eu cago escuro,
Tem dia que eu cago claro.
Tem dia que é diferente
(Mas isto é bastante raro):
Não cago absolutamente.
Mas nada é melhor que quando,
Depois de cagar bonito,
Passo-me o papel e... nada!
Queda níveo, venerando,
Puro, sem qualquer detrito,
A despeito da cagada.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
XX
Quando o peido vem molhado
E um quentinho a gente sente,
É preciso ter cuidado,
É preciso ser valente.
Quem relaxa numa dessa,
Não faz força, não se breca
- Salvo a providência impeça -,
Sempre caga na cueca.
É preciso ser tenaz,
Resistir estoico e bravo
À urgência flatulenta.
É gostoso soltar gás,
Mas comete grande agravo
Quem a si mesmo excrementa.
E um quentinho a gente sente,
É preciso ter cuidado,
É preciso ser valente.
Quem relaxa numa dessa,
Não faz força, não se breca
- Salvo a providência impeça -,
Sempre caga na cueca.
É preciso ser tenaz,
Resistir estoico e bravo
À urgência flatulenta.
É gostoso soltar gás,
Mas comete grande agravo
Quem a si mesmo excrementa.
terça-feira, 27 de julho de 2010
XIX
Há quem duvide que defeito ou chaga
Qualquer a amada tenha. Que infeliz!
Petrarca, tua Laura também caga
E caga, Dante, a tua Beatriz.
Por mais que tenha aquela que te afaga
A bunda cheirosinha como anis,
No vaso são iguais a puta-paga,
a dama, a cafetina, a Sandy, a miss.
E direi mais, sim, direi mais, seu moço:
Não muito o anal calibre influi em quão
Espesso e volumoso é o tolosso.
Cus bem pequenos há que, não obstante
Do raio a estreiteza, e a dimensão,
Competem na estrumância co'o elefante.
Qualquer a amada tenha. Que infeliz!
Petrarca, tua Laura também caga
E caga, Dante, a tua Beatriz.
Por mais que tenha aquela que te afaga
A bunda cheirosinha como anis,
No vaso são iguais a puta-paga,
a dama, a cafetina, a Sandy, a miss.
E direi mais, sim, direi mais, seu moço:
Não muito o anal calibre influi em quão
Espesso e volumoso é o tolosso.
Cus bem pequenos há que, não obstante
Do raio a estreiteza, e a dimensão,
Competem na estrumância co'o elefante.
terça-feira, 29 de junho de 2010
XVIII
Corsário ebâneo, gastrorretirante;
Castanho nauta, restos do que foi;
Bolão amorfo, intestinal infante
Marrom e suntuoso como um boi!
Ó meu cocô, que intrepidez tremenda
Mostrais quando a encanação vós vades
Abaixo! Sois qual Odisseu na lenda
A velejar 'través das tempestades.
Oh! Dado fosse qu'eu, qual vós, ó fezes,
Assim fosse arrojado e resoluto
E avante fosse sempre sem fraquejo.
Ah! Não temer jamais quaisquer revezes
Que nos atire o Fado, aquele puto,
Como fazeis, ó merda, é o que desejo.
Castanho nauta, restos do que foi;
Bolão amorfo, intestinal infante
Marrom e suntuoso como um boi!
Ó meu cocô, que intrepidez tremenda
Mostrais quando a encanação vós vades
Abaixo! Sois qual Odisseu na lenda
A velejar 'través das tempestades.
Oh! Dado fosse qu'eu, qual vós, ó fezes,
Assim fosse arrojado e resoluto
E avante fosse sempre sem fraquejo.
Ah! Não temer jamais quaisquer revezes
Que nos atire o Fado, aquele puto,
Como fazeis, ó merda, é o que desejo.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
XVII
Amor da minha vida! Ó vem! Me deixa
Cagar nesta tua boca qual orvalho
Molhada; e ver o teu olhar de ameixa
Tremer enquanto meto-te o caralho!
Amor, me deixa untar teu corpo todo
Co'aquilo que engendrei no duodeno;
Ah, deixa-me o teu corpo já moreno
Mais 'inda amorenar co'esse meu lodo.
Ah, quero te foder the whole night thru'
Assim tingida com fecal pigmento,
Sem nem notar da aurora o belo advento;
Te quero ver comendo a minha bosta,
Extática, com cara de quem gosta,
E então dormir sem nem limpar meu cu.
Cagar nesta tua boca qual orvalho
Molhada; e ver o teu olhar de ameixa
Tremer enquanto meto-te o caralho!
Amor, me deixa untar teu corpo todo
Co'aquilo que engendrei no duodeno;
Ah, deixa-me o teu corpo já moreno
Mais 'inda amorenar co'esse meu lodo.
Ah, quero te foder the whole night thru'
Assim tingida com fecal pigmento,
Sem nem notar da aurora o belo advento;
Te quero ver comendo a minha bosta,
Extática, com cara de quem gosta,
E então dormir sem nem limpar meu cu.
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